Sou infeliz porque 
não tenho um filho

Estou muito triste por tudo que já passei. Fui a muitos médicos e, por fim, resolvi recorrer a vocês para me dizerem tudo o que me tem acontecido.

Com a idade de 11 anos, fui para a casa da minha tia. Depois tive que ir para a casa da minha madrasta. Vivi lá muito tempo, depois tive que sair porque ela me tratava muito mal; tinha-me lá como criada, eu fazia tudo: ia comprar tudo para a casa e fazia a comida, lavava, enfim, tudo de uma casa e as filhas não faziam nada; só passear e eu não via a rua senão para fazer compras. Passei isso até que por fim tive que ir para casa da minha irmã.

Arranjei emprego para me sustentar até que encontrei meu marido. Começamos a namorar e finalmente vim a ter a paz porque casei com ele. Fui feliz e nunca ele disse nada. Passado uns dois meses eu fiquei de bebê. Quando atingi os sete meses tive um aborto e fiquei muito triste porque já passei muitas coisas até aquela altura e depois não tive nada

Desde aquela época nunca mais tive nada; engravidava e saía. Fui a todos os médicos e eles disseram-me que eu não tenho nada, sou normal. Qual é o motivo, o porquê que não tenho filhos, sou normal, o meu marido também, porque já tive um até certa altura. E depois do aborto, nunca mais queria que vissem o que se passa comigo na minha casa porque tenho medo, porque a minha sogra anda muito nesses sítios de feitiçaria e não gosta de mim, mesmo o pai do meu marido não queria que eu casasse com o filho. Então tenho passado mesmo triste esses tempos porque não sei qual é a minha sorte sem filho, sem nada, o meu marido anda triste, mas não me diz nada porque tem vontade de ter um filho e eu não tenho já há três anos de casada e nada.

Queria que me vissem o que se passa comigo e mandem-me dizer. Eu só faço bondade no mundo, dediquei-me a um menino que depois de 8 meses morreu, que era o meu afilhado, dei-lhe tudo e agora me sinto muito só. Consultem a minha casa e mandem-me contar porquê; a minha única esperança é a vossa consulta.

Sou feliz mas ao mesmo tempo sou infeliz porque não tenho um filho.

 

Não pense em desafetos. Eles não nos 
atingirão, enquanto pensarmos bem.

Quer um conselho? Varra da mente tudo o que para trás ficou, inclusive o aborto. Seja realista: o que não tem remédio, remediado está, e do passado só devemos procurar colher lições e experiências, para que os males que aconteceram não voltem a suceder no futuro.

Ensina-nos a Doutrina da verdade, senhora, o Racionalismo Cristão, que nós somos o que pensamos e que pelos pensamentos é que emitimos ou atraímos o bem ou o mal. Todos os pensamentos de dúvida, todas as fraquezas alimentadas, todas as depressões sentidas se constituem em terríveis forças negativas, que tudo impelem para trás. Pensemos, pois, criadoramente, com o espírito arejado pela certeza, mais do que a esperança, de dias melhores.

Cuide da sua aparência para ficar cada dia mais atraente, alegre a fisionomia, torne-se agradável e não pense em fracassos.

Um aborto não significa que não volte a procriar. Milhões de senhoras, com muitos filhos, tiveram abortos.

Agora se a senhora continuar a viver (e também o seu esposo) sob a impressão de que não terão mais filhos, é claro que os poderão não ter, em conseqüência da força negativa sobre o subconsciente que os pensamentos exercem.

Vivam naturalmente a vida, sem qualquer preocupação com a "data" da fecundação, e para se esclarecerem, leiam as obras editadas pelo Centro Redentor.

A Limpeza Psíquica de manhã e à noite é tão necessária quanto a higiene física. Não pense em desafetos. Eles não nos atingirão, enquanto pensarmos bem.

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