É possível evitar um divórcio?

Ao Centro Redentor

Permita-me que lhe apresente, em primeiro lugar, os meus mais respeitosos cumprimentos.

Há coisas na vida que um homem não percebe, e como me vejo confuso e verdadeiramente atarantado perante o que me tem sucedido ou tem sucedido em minha casa à minha família, nestes últimos tempos, recorro à sua valiosa intercessão, procurando conhecer com particular interesse o caso que submeto à sua esclarecida apreciação.

O meu primeiro filho, que tem hoje trinta e cinco anos, nasceu na cidade de ..., no dia ..., vindo para aqui ainda criança. Estudou em ... e fez sua vida de tropa em ..., onde foi ferido e evacuado para ... Foi internado no Hospital ... durante cerca de dois anos, e passou mais dois em recuperação.

Ainda na situação de internado, arranjou um namoro (que mais parece ter sido ela a arranjar a ele do que ele a ela). No entanto, a coisa pegou: o namoro durou quatro anos e casaram-se. A pequena parecia gostar muito dele, segundo nos dava impressão. Tiveram três filhos (duas meninas e um menino), que são um verdadeiro encanto. O casal parecia dar-se muito bem, sempre aos abraços e beijos, nada deixando a perceber que entre os dois pudesse haver o menor desentendimento. Ainda no dia ..., fomos, eu e minha mulher, almoçar com eles e não notamos a menor discordância durante todo o tempo em que lá estivemos. Regressamos satisfeitos, convencidos que eram muito felizes. Mas qual não foi o nosso espanto quando ouvimos da boca do nosso próprio filho que fora obrigado pela mulher a abandonar a casa, com a inconsistente alegação que já não gostava dele. Isto depois de sete anos de casados.

Ele, ainda hoje, apesar do que está a passar, morre de amores por ela e lamenta profundamente a deplorável situação de seus três filhos virem a se criar sem o seu carinho e sem o seu afeto. Caso, de fato, bastante lastimável.

A questão está já entregue aos advogados das partes, que aguardam apenas uns esclarecimentos e que o Tribunal se reabra, porque se encontra nesta altura de férias.

Venho, portanto, encarecer o favor de me dizer: será que de fato a questão tem de seguir os seus trâmites legais até a consumação do divórcio? Não haverá a possibilidade de se evitar a consumação de uma tão grande tragédia?

Mesmo no caso de ter de despender algum dinheiro, venho rogar o favor de me estudar este assunto e me dizer com a possível brevidade o que se lhes pode oferecer. O que devo fazer para os ver chegar a um bom entendimento?

Na expectativa do acolhimento deste meu pedido, peço licença para me subscrever, com a mais alta consideração e estima.


Inexistência de afinidade espiritual

Prezado Senhor,

Acusamos o recebimento de sua carta de ..., que lemos atentamente, e pedimos-lhe desculpas pela demora na resposta, que se deve ao grande número de correspondências que nos chegam diariamente às mãos, procedentes de várias partes do mundo.

Com relação ao caso que expõe, doloroso sem dúvida, apesar do longo namoro, não procuraram os dois indagar o principal: se possuíam afinidades espirituais e estavam preparados para as responsabilidades do lar e da família.

À falta de esclarecimento do casal sobre a vida espiritual deve-se a atitude surpreendente da sua nora. Conhecessem ambos os principais livros editados por este grande movimento espiritualista que as Forças Superiores implantaram na Terra para esclarecer e orientar a infeliz humanidade, vítima multissecular de tantas explorações e crendices, e podemos afiançar-lhe que formariam um casal unido e feliz, e que o lar seria uma escola, a exemplo de tantos e tantos lares esclarecidos, onde as principais lições fluíram dos exemplos de valor dos cônjuges, da sua vida harmoniosa, cheia de compreensão, entendimento, renúncia e amor.

Atrás de todo o lamentável episódio está o astral inferior. Os obsessores se divertem com o sofrimento humano, e se vingam dos desafetos encarnados. Não se podem, porém, aproximar de quem pensa bem, porque os bons pensamentos formam uma atmosfera espiritual de repulsa a tais infelizes, impedindo-os dessa aproximação.

Estamos certos de que se a esposa do seu filho e ele próprio se decidirem a ler e reler Cartas doutrinárias, Racionalismo Cristão, A felicidade existe, A vida fora da matéria e Trajetória evolutiva, um novo lar ressurgirá, agora com base sólida e indestrutível.

O senhor e sua digna esposa deverão visitar a nora e dar-lhe a ler os folhetos que lhe estamos remetendo. Não lhes faltarão elementos de persuasão para levá-la a refletir melhor sobre a atitude tomada.

Se estiverem preparados psiquicamente, elevando, com confiança, os pensamentos ao Astral Superior, para atraírem os Espíritos de Luz e limparem o ambiente em que ela está vivendo, isso ajudará muito. Não se esqueça de lembrar-lhe que a felicidade dos filhos vale todos os sacrifícios e renúncias.

Com votos de saúde e alegria para o seu lar, enviamos

Fraternais saudações,

Pelo Centro Redentor.

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